Abrajet-PB realiza, com sucesso, Mesa Redonda no hotel Hardman

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A Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo da Paraíba (Abrajet-PB) realizou Mesa Redonda na noite do dia 17 de outubro, no auditório do hotel Hardman, localizado à beira-mar da praia de Manaíra, em João Pessoa. O evento, que se pautou no tema “Importância e visibilidade da Ponta do Seixas”, teve como moderadora a presidente da Abrajet-PB, jornalista Messina Palmeira, e como coordenadora a assessora de comunicação da entidade, jornalista Rosa Aguiar. A Mesa Redonda, que foi iniciada às 18h30, reuniu autoridades, jornalistas, presidentes de entidades de classe e convidados especiais.

 
Na ocasião, Messina Palmeira declarou: “O tema central da nossa Mesa Redonda é a Ponta do Seixas, nosso ponto extremo oriental das Américas, e um dos quatro pontos extremos do Continente Americano. Os outros pontos extremos são o Cabo Príncipe de Gales, no Alasca, EUA, que é o extremo ocidental; o Promontório Murchison, no Canadá, o extremo setentrional; e a Península de Brunswick, no Chile, o extremo meridional. Esses três pontos estão localizados em locais de difícil acesso e de temperaturas muito baixas. Dentre os pontos extremos do continente, apenas a Ponta do Seixas está localizada nos trópicos, em um local urbano e de fácil acesso. Ora, não apenas a Paraíba, mas todo o Nordeste brasileiro é rico em praias, monumentos, inscrições rupestres, igrejas centenárias, belezas naturais etc. Mas, diferentemente dos demais estados do Nordeste – e também do Brasil –, apenas nós temos um dos quatro pontos extremos das Américas. Por que, então, a Ponta do Seixas é tão abandonada, desprezada e esquecida? Algo precisa ser feito a esse respeito.”
 
Logo depois, foi apresentado um vídeo com uma reportagem feita pela jornalista Rosa Aguiar. O vídeo, realizado como documentário, mostrou aspectos reais da Ponta do Seixas e depoimentos de turistas, de moradores e do geógrafo Alexandre Souza, que fez um relato acerca da verdadeira situação desse ponto extremo. Depois da exibição do vídeo, foi a vez dos palestrantes convidados falarem.
 
A primeira a fazer sua explanação foi a gestora de turismo do Sebrae na Paraíba, Regina Medeiros. Ela fez esclarecedora palestra acerca do assunto abordado, inclusive apresentando dados pertinentes por meio de data show. Em seguida, o superintendente da Sudema, João Vicente Machado, fez suas considerações sobre aspectos ambientais, urbanísticos e sociais da Ponta do Seixas. A jornalista e presidente da PBTur, Ruth Avelino, disse que “é indiscutível a importância da Ponta do Seixas, mas que no momento o local, por estar inadequado à visitação de turistas, não tem sido contemplado em ações de divulgação, como ações de marketing ocorridas em anos passados”. Coube ao promotor de Justiça e vice-presidente do Grupo Amigos da Barreira (GAB), João Arlindo Corrêa Neto, encerrar as palestras. Ele, grande conhecedor do complexo que envolve a Barreira do Cabo Branco, a Ponta do Seixas e a Praia da Penha, traçou um perfil de como anda o projeto de contenção da Barreira do Cabo Branco.
 
Em seguida, parte das pessoas presentes, cada uma com seu perfil e representação, fez perguntas sobre o tema apresentado. Após respostas às perguntas pelos integrantes da Mesa, foi encerrado o debate. Antes, porém, ficou acertado que a Abrajet-PB redigirá uma carta oficial, intitulada  “Carta da Ponta do Seixas”, a ser publicada para o conhecimento da sociedade e enviada aos gestores municipais.
 
Além de Messina Palmeira, Rosa Aguiar e Ruth Avelino, os abrajeteanos Abelardo Jurema, Cláudio Júnior, Fabiano Vidal, Onaldo Mendes, Romero Rodrigues, Thereza Madalena e Wills Leal prestigiaram o evento, que conseguiu bons resultados.
 
 
Curiosidades sobre a Ponta do Seixas e os outros pontos extremos das Américas
 
A Ponta do Seixas, nosso ponto extremo oriental das Américas, é um dos quatro pontos extremos do Continente Americano. Os outros pontos estão localizados no Alasca, EUA (Cabo Príncipe de Gales, extremo ocidental), no Canadá (Promontório Murchison, extremo setentrional) e no Chile (Península de Brunswick, extremo meridional). Esses três pontos estão localizados em locais de difícil acesso e de temperaturas muito baixas. Apenas a Ponta do Seixas está localizada nos trópicos.
Por muitos anos, pernambucanos e paraibanos disputaram o privilégio de ter o ponto extremo oriental das Américas. Pernambuco dizia que o ponto extremo ficava na praia de Ponta de Pedras, enquanto a Paraíba afirmava que, na verdade, o ponto extremo oriental das Américas era a Ponta do Seixas. A questão só foi resolvida no ano de 1941, quando o Ministério da Marinha designou os capitães Newton Tornaghi e Rubens Figueiroa para verificar a quem de fato cabia o título. Esses militares determinaram as coordenadas geográficas dos dois pontos e estabeleceram, definitivamente, que a ponta paraibana avança para leste cerca de 1.700 metros a mais que a ponta pernambucana.
O nome Seixas, vem do advogado português Francisco de Seixas Machado, que no ano de 1750 adquiriu o pedaço de terra onde hoje fica a Ponta do Seixas.
O que a Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo da Paraíba pretende com a abordagem  do tema “Importância e visibilidade da Ponta do Seixas”? A Abrajet-PB deseja dar um grito de alerta para que sociedade, poderes públicos e entidades promovam debates e criem projetos com vistas a que nosso ponto extremo seja, merecidamente, a entrada, o começo e  a referência do turismo paraibano.
 Foto: Fernando Mello

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