Igreja do Rosário na Terra de Maringá

igreja do Rosário em Pombal

 Igreja do Rosário na Terra de Maringá

Por Messina Palmeira

A Igreja do Rosário, localizada na cidade de Pombal, alto sertão paraibano, é um marco na história da conquista do interior do estado e uma relíquia do barroco e do rococó coloniais. O templo religioso, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (IPHAEP), foi erguido no local onde existia uma pequena capela, construída no ano de 1701 e dedicada, inicialmente, a Nossa Senhora do Bom Sucesso. Essa denominação remetia ao sucesso das ações devastadoras do colonizador, que promoveu um verdadeiro genocídio na tribo Pego.

Em 1721, a edificação, já nos moldes atuais, foi construída utilizando mão de obra majoritariamente escrava (negra e indígena) e rebatizada com o nome de Igreja Nossa Senhora do Rosário.

E porque Terra de Maringá?

A origem da denominação “Terra de Maringá”, dada ao município de Pombal, se deu em razão de um fato interessante: o ex-político paraibano Ruy  Carneiro, em sua juventude, apaixonou-se por uma bela cabocla de nome Maria do Ingá. Maria, na seca de 1930, partiu com uma leva de retirantes em busca de terras menos áridas. Claro que o jovem Ruy Carneiro ficou desolado.  No ano de 1932, Ruy Carneiro, durante reunião festiva na casa de amigos, narrou a desilusão que teve com a partida de Maria do Ingá. Apaixonado pela terra que o viu nascer, Ruy Carneiro pediu ao médico e compositor Joubert de Carvalho que fizesse uma música que falasse nessa paixão e em Pombal. O compositor se prontificou a fazer a música e surgiu “Maringá, Maringá” – numa junção de Maria com Ingá, pois assim a rima ficaria mais fácil. Por volta de 1935, a música ganhou repercussão nacional e ficou famosa, tornando-se um verdadeiro hino de Pombal. Por isso, a cidade é conhecida como a “Terra de Maringá”.

 

Confira a letra da canção:

Maringá, Maringá

Foi numa leva
Que a cabocla Maringá
Ficou sendo a retirante
Que mais dava o que falar
E junto dela
Veio alguém que suplicou
Pra que nunca se esquecesse
De um caboclo que ficou

Maringá, Maringá
Depois que tu partiste
Tudo aqui ficou tão triste
Que eu garrei a maginá

Maringá, Maringá
Para haver felicidade
É preciso que a saudade
Vá bater noutro lugar.

Maringá, Maringá
Volta aqui pro meu sertão
Pra de novo o coração
De um caboclo assussegar

Antigamente
Uma alegria sem igual
Dominava aquela gente
Da cidade de Pombal
Mas veio a seca
Toda a chuva foi simbora
Só restando então as águas
Dos meus olhos quando chora.

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