De Capitania Real da Paraíba a João Pessoa

Depois de assinatura do Tratado de Tordesilhas em 1494, que repartiu o continente americano em duas partes: uma para Portugal e outro para Espanha, o rei de Portugal, D. João III, no ano de 1534, instituiu as Capitanias Hereditárias. Esse sistema, que objetivava garantir a posse para Portugal e colonizar as terras conquistadas, dividiu o território brasileiro em 15 capitanias. A Capitania de Itamaracá, onde hoje se encontra o Estado da Paraíba e que estava estabelecida entre o Rio Igarassu e a Baía da Traição, não teve sucesso nas mãos do primeiro donatário, Pero Lopes de Souza. Por esse motivo a capitania, depois de muito tempo abandonada, ficou subordinada a  Capitania de Pernambuco. No início do ano de 1574, depois de um ataque de índios Potiguara ao Engenho Tracunhaém, por causa do roubo de uma índia, o rei Dom Sebastião criou a Capitania Real da Parahyba. Apesar da criação desta capitania, as brigas entre portugueses, índios e franceses não cessaram e, apenas no ano de 1585, é estabelecida paz e a capitania instalada. Começava a história do que viria a ser João Pessoa, hoje a capital da Paraíba.

Naquele longínquo 1585, precisamente no dia 05 de agosto, João Tavares, escrivão da Câmara e juiz de órfãos de Olinda, desembarcou  no Rio Sanhauá  e, com a ajuda do índio Piragibe, firmou a paz e marcou a fundação da  “Cidade Real de Nossa Senhora das Neves. Em 1588, ainda na Dinastia Filipina,  a cidade é batizada com o nome de Filipeia de Nossa Senhora das Neves, em  homenagem ao rei Filipe II da Espanha e I de Portugal.

Quando os holandeses desembarcaram e dominaram o Nordeste brasileiro, a partir de 1634, a cidade recebeu o nome de Frederisktad, em homenagem ao príncipe de Orange, Frederico de Orange.

Com a saída dos holandeses, em 1654, o local volta as suas origens indígenas e lusitanas e recebe o nome de Parahyba do Norte.

No ano de 1930, quando do assassinato de João Pessoa, por parte de advogado e inimigo João Dantas, o nome é definitivamente trocado para João Pessoa. O crime, que aconteceu na capital pernambucana, no dia 26 de julho de 1930, é considerado o estopim para a emblemática Revolução de 30. 

Hoje, quando João Pessoa, festeja 433 anos, a homenagem da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo da Paraíba, por meio deste texto e da foto do antigo Paraíba Palace Hotel, um dos marcos turísticos da capital paraibana.

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